quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carta de Foral

[foral+manuelino+de+Lisboa+de+7+de+Agosto+1500.jpg]
Foral Manuelino de Lisboa, 7 de Agosto de 1500

 
 
 
 
"Diz-se foral ou carta de foral, o diploma concedido pelo rei, ou por um senhorio laico ou eclesiástico, a determinada terra, contendo normas que disciplinam as relações dos seus povoadores ou habitantes entre si
e destes com a entidade outorgante."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carta de Foral de Paredes
 
"D. Dinis, pela graça de Deus rei de Portugal e do Algarve. A todos(...) informo que faço carta de foral aos povoadores da minha póvoa de Paredes que é no termo de Leiria e parte junto ao termo de Alcobaça.
Ordeno que aí morem pelo menos trinta povoadores (...) e mando que os homens que aí morarem dêem a mim e aos meus sucessores a dízima de todo o pescado que tirarem do mar (...).
Para que possam morar e povoar o dito lugar de Paredes dou-lhes o meu reguengo de Valmar (...) para que semeiem três alqueires de linhaça para as suas redes e linhas e não me dêem foro durante cinco anos dessa linhaça.
E estes povoadores, depois de possuírem a dita herdade durante cinco anos, podem vendê-la."
Carta de foral de Paredes (Leiria), 1286

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alcáçova

Uma alcáçova em arquitectura militar, é a zona em cota mais elevada e mais protegida dentro de um castelo medieval ibérico , com funções de defesa, onde residiam as autoridades civis ou eclesiásticas da povoação.




Joao Oliveira  (:

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis portugueses e da primeira universidade do país e uma das mais antigas da Europa. 


Cidade Capital
Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governando pelo moçárabe Sesnado. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência. Acredita-se que viria a ser a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. D. Afonso Henriques faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães. Qualidade que Coimbra conserva até 1260, quando a capital passa a ser Lisboa.
 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

objectivos Teste..

1-      Identificar a multiplicidade de poderes verificada pós queda do império romano do ocidente (senhorios, comunas, reinos, império );
2-      Compreender a importância alcançada pela igreja, através da unidade na mesma fé e no poder do bispo de Roma;
3-      Reconhecer o período de crescimento e expansão desenvolvido em todos os níveis entre os sec. XI-XIII ( agrícola, comercial, económico, citadino..);
4-      Identificar as grandes rotas do comércio externo e a importância das feiras e mercados como promotores de novas práticas financeiras;
5-      Compreender a fragilidade do equilíbrio demográfico ( fome, peste e guerra)
6-      Compreender as etapas do processo de reconquista Ibérica, identificando o seu carácter politico e religioso;
7-      Compreender como se organizava a sociedade e a economia portuguesa, após o processo da Reconquista;
8-      Distinguir honras, coutos e reguengos apontando a sua localização geográfica;
9-      Identificar os poderes senhoriais;
10-  Compreender a forma como se organizava a exploração económica do senhorio, bem como a situação social e económica das comunidades rurais dependentes;
11-  Compreender os factores associados à multiplicidade de vilas e cidades concelhias. 

Bom trabalho.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Doacções à igreja

Aos templários

[…] Eu, D.Afonso [Henriques], pela graça de Deus, rei dos Portugueses, a Deus e aos cavaleiros chamados do Templo de Salomão, faço carta e pacto de doação e de firmeza, de toda a terça parte que possam adquirir e povoar para além do rio Tejo, mediante o favor divino, com tal condição que, enquanto durar a guerra dos Sarracenos com os cristãos a utilizeis em serviço de Deus, meu, de meu filho e de toda a minha descendência, com as rendas que de mim recebeis, e vos hei-de dar ainda[…] Feita esta carta no mês de Setembro, em Lafões; Era de 1207 [1129]…
Em documentos Medievais Portugueses, Documentos Régios, 1958 – vol.  I, tomo I, Lisboa


Andreia Marques

sábado, 29 de janeiro de 2011

Gualdim Pais

Gualdim Pais foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques combatendo ao lado deste contra os mouros.
Partiu depois para a Palestina, onde militou durante cinco anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado do cerco à cidade de Gaza.
Ao retornar, foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal, então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 (Castelo de Soure) por doação de D. Teresa. Fundou, nessa capacidade, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo , que se tornou o Quartel-General dos Templários no país, dando foral à nova vila no ano de 1162.
Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174.
Cercado em 1190 em Tomar pelas forças Almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra esse efectivo numericamente superior, detendo assim a invasão do norte do Reino por esta parte.
Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria dos Olivais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ordem da Calatrava


Constituindo a mais antiga ordem religiosa militar de Espanha, foi fundada pelo monge cisterciense Raimundo de Fitero em 1158, com o objectivo de defender a povoação de Calatrava contra os Mouros. Dependendo directamente da Santa Sé, que a reconheceu em 1164, o número de seus cavaleiros cresceu rapidamente. Em 1166, alguns deles estabeleceram-se em Évora, ficando a ser conhecidos como os «freires de Évora». D. Sancho I confiou-lhes a guarda do Castelo de Alcanede e da vila de Alpedriz. Em 1211, D. Afonso II doou-lhes Avis, parecendo que nessa altura a Ordem tinha já uma organização independente, embora estivesse subordinada à castelhana. Os «freires de Calatrava», passaram chamar-se «freires de Aviz», designação que já lhes era dada em 1215. A sua independência relativamente à ordem castelhana data do tempo de D. João I.


Mónica Abreu