segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Doacções à igreja

Aos templários

[…] Eu, D.Afonso [Henriques], pela graça de Deus, rei dos Portugueses, a Deus e aos cavaleiros chamados do Templo de Salomão, faço carta e pacto de doação e de firmeza, de toda a terça parte que possam adquirir e povoar para além do rio Tejo, mediante o favor divino, com tal condição que, enquanto durar a guerra dos Sarracenos com os cristãos a utilizeis em serviço de Deus, meu, de meu filho e de toda a minha descendência, com as rendas que de mim recebeis, e vos hei-de dar ainda[…] Feita esta carta no mês de Setembro, em Lafões; Era de 1207 [1129]…
Em documentos Medievais Portugueses, Documentos Régios, 1958 – vol.  I, tomo I, Lisboa


Andreia Marques

sábado, 29 de janeiro de 2011

Gualdim Pais

Gualdim Pais foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques combatendo ao lado deste contra os mouros.
Partiu depois para a Palestina, onde militou durante cinco anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado do cerco à cidade de Gaza.
Ao retornar, foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal, então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 (Castelo de Soure) por doação de D. Teresa. Fundou, nessa capacidade, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo , que se tornou o Quartel-General dos Templários no país, dando foral à nova vila no ano de 1162.
Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174.
Cercado em 1190 em Tomar pelas forças Almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra esse efectivo numericamente superior, detendo assim a invasão do norte do Reino por esta parte.
Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria dos Olivais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ordem da Calatrava


Constituindo a mais antiga ordem religiosa militar de Espanha, foi fundada pelo monge cisterciense Raimundo de Fitero em 1158, com o objectivo de defender a povoação de Calatrava contra os Mouros. Dependendo directamente da Santa Sé, que a reconheceu em 1164, o número de seus cavaleiros cresceu rapidamente. Em 1166, alguns deles estabeleceram-se em Évora, ficando a ser conhecidos como os «freires de Évora». D. Sancho I confiou-lhes a guarda do Castelo de Alcanede e da vila de Alpedriz. Em 1211, D. Afonso II doou-lhes Avis, parecendo que nessa altura a Ordem tinha já uma organização independente, embora estivesse subordinada à castelhana. Os «freires de Calatrava», passaram chamar-se «freires de Aviz», designação que já lhes era dada em 1215. A sua independência relativamente à ordem castelhana data do tempo de D. João I.


Mónica Abreu

Ordem de Sant'Iago

Simbolo
Terá começado, tal como outras, por uma pequena associação de cavaleiros para combate aos Mouros na zona de Leão. Foi oficializada por Fernando de Leão em 1170, que lhe doou dois anos mais tarde a vila de Cáceres. A Ordem rapidamente se espalhou por Castela e Portugal, onde recebeu vários castelos a sul do Tejo. Foi confirmada por bula papal em 1175. Com o avanço da reconquista para sul, o papel dos cavaleiros da Ordem foi de destaque e por isso receberam numerosos castelos, no Baixo Alentejo e Algarve. Entre estes castelos estava o de Palmela, no qual a Ordem, já independente da de Castela, se estabeleceu. A separação da Ordem de Castela foi muito contestada, apesar de deferida por bula do papa Nicolau IV de 1288. Depois disto vários documentos pontifícios confirmaram e anularam a separação. Esta, no entanto, manteve-se, e só foi confirmada definitivamente em 1452, por bula do papa Nicolau V. Os seus estatutos foram publicados em 1509, 1542 e 1548. A sua bandeira principal era vermelha com cruz de braços iguais florenciada e, mais tarde, passou a ter como único símbolo a cruz em forma de espada.
Em Portugal, as ordens religiosas militares foram extintas a 30 de Junho de 1834, por um diploma que tornou aplicável às ordens militares o decreto, de 30 de Maio do mesmo ano, que extinguiu os conventos religiosos.
Nos séculos X e XI não surgiram só as ordens religiosas e militares, mas também várias ordens religiosas com missões de apoio, ensino, missionação e assistência dos desfavorecidos, como a Ordem dos Beneditinos, a Ordem de Cluny ou a Ordem de Cister. Estas ordens religiosas são diversas, embora as masculinas se costumem agrupar em Cónegos Regrantes, Ordens Monásticas, Ordens Mendicantes e Clérigos Regulares; e as femininas, dependendo ou não de uma ordem masculina (1.ª Ordem) se designem em Segunda Ordem ou Ordens Terceiras.

Ordem dos Templários


Em meados do século XII, oito cavaleiros franceses, agrupados em torno de um nobre da Champagne, Hugo de Payns, tomaram a decisão de assegurar a protecção dos peregrinos que se dirigiam a Jerusalém. O rei cristão desta cidade, Balduíno II (1118-1131) doou então a estes cavaleiros uma casa localizada no que fora antigamente o Templo de Salomão - daí a explicação para o nome da ordem então criada, Cavaleiros do Templo ou Pobres Cavaleiros de Cristo e do templo de Salomão. S. Bernardo, monge cisterciense e figura de proa da Cristandade ocidental do século XII, ajudou estes cavaleiros a elaborar a sua própria regra, inspirada assim nos costumes cistercienses, apoiando a sua aprovação no concílio de Troyes de 1128. São Bernardo tornou-se um acérrimo defensor desta "nova milícia", como lhe chamou em um dos seus fervorosos e flamejantes tratados espirituais, De laude novæ militiæ (Em louvor da nova milícia), escrito por volta de 1130. Simultaneamente monges e soldados, estes cavaleiros do Templo conciliavam na sua forma de vida os ideais da cavalaria medieval e os mais exigentes preceitos de vida monástica, ou não tivessem eles sido inspirados por S. Bernardo, príncipe dos monges da Idade Média reputado pelo seu fervor e radicalidade de vida religiosa.
O objectivo destes cavaleiros era a protecção, assistência e socorro dos peregrinos que se dirigiam à Terra Santa. A par de outras ordens religiosas militares, os templários participavam também na defesa dos Estados Latinos da Terra Santa e respectivos Lugares Sagrados. No entanto, com o decorrer dos tempos, esta função hospitalária e assistencial, apoiada na acção militar, tendeu cada vez mais para actividades de carácter financeiro, relacionadas com as necessidades dos peregrinos e dos cruzados. Foi esta ligação a actividades bancárias que fez com que se dissipasse a aura mística e fervorosa do início e com que os poderes e a sociedade começassem a ver os Templários como grandes detentores de capitais e de um colossal património imobiliário, pouco condizente com a sua Regra e escopo original.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ordem dos Hospitalários

A Ordem Militar Soberana do Hospital de São João de Jerusalém, ou Ordem dos Hospitalários, surgiu de uma hospedaria para peregrinos criada em 1080 e dedicada a S. João Batista perto da abadia beneditina de Santa Maria dos Latinos, em Jerusalém, fundada em 1050 por mercadores de Amalfi. Seus servidores formaram uma fraternidade laica sob a regra dos Agostinhos.  Com a conquista de Jerusalém pelos cruzados em 1099 e o estabelecimento dos Estados Cruzados na Palestina, o número de peregrinos cresceu, mas o estado de guerra em torno deles aumentou o perigo da viagem. Uma bula papal de 1113 reconheceu os Hospitalários de S. João como uma ordem monástica e logo depois, sob a influência dos Templários (fundados em Jerusalém em 1120),
 os Hospitalários se transformaram em guardas armados e logo em monges combatentes, participando das Cruzadas e mantendo fortalezas e hospedarias ao longo da Terra Santa. Sua cruz de oito pontas tem significado semelhante à cruz dos Templários, mas é branca sobre fundo vermelho e tem um desenho diferente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ordem dos Hospitalários


A Ordem dos Hospitalários (ou Ordem de São João de Jerusalém) é uma tradição que começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, mas que rapidamente se tornaria uma Ordem militar cristã uma congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra. Face às derrotas e consequente perda desse território, a Ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como estado vassalo do Reino da Sicília.
Poder-se-á afirmar que a extinção desta ordem se deu com a sua expulsão de Malta por Napoleão. No entanto, os mesmos cavaleiros iriam instalar-se na ilha de Malta, doada por Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico, adoptando a designação de 'Ordem de Malta.
                                  
                                     João Oliveira